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O Cristianismo: uma religião? Ou a saída da religião

Maria Clara Lucchetti Bingemer* Sempre nos pareceu muito evidente afirmar que o Cristianismo é uma religião. Pois na verdade isso não é tão claro assim. Cada vez mais a teologia se inclina por afirmar que o Cristianismo não pode ser definido como uma religião. O que significa isso?  Na verdade, muitas coisas e que, se pensarmos bem, não irão nos parecer tão estranhas.  Comecemos do começo.  Ou melhor: comecemos por Jesus de Nazaré.  Será que podemos afirmar que Jesus queria fundar uma religião? Achamos que não. Jesus já tinha uma religião e não pensava em escolher outra. Era um judeu piedoso e fiel.  O que o incomodava, justamente, era aquilo que os especialistas da religião haviam feito com a fé de Israel. Ao ler os quatro evangelhos, vemos claramente que a disputa de Jesus com os mandatários de sua religião se centra na distorção ou deturpação da imagem de Deus que os que se acreditavam donos da religião, do templo e da lei haviam feito.  Haviam...

O impostor impostômetro

É evidente que o sistema tributário brasileiro precisa ser repensado e reestruturado com uma nova legislação Em abril de 2005, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) criou um painel eletrônico que anualmente calcula os impostos arrecadados pela União, estados e municípios. Apelidado de impostômetro, o painel está instalado na sede da ACSP e tornou-se umas das principais peças publicitárias da campanha das elites pela diminuição dos impostos cobrados no país. Para isso, não lhe faltam espaços na mídia. Em setembro do ano passado, quando o painel registrou a cifra de R$ 1 trilhão de impostos pagos pelos brasileiros, meia dúzia de palhaços – assim estavam caracterizados  – assoprando apitos em frente ao painel, apareceram como sendo uma manifestação popular nas principais mídias da imprensa burguesa. Alinhado com esse interesse da classe dominante, o PTB paulista está usando seus espaços na mídia para também atacar a cobrança de impostos. Esforça-se para fazer a populaçã...

Campanha - "Que a saúde se difunda sobre a terra"

Na próxima quarta-feira (de Cinzas), inicia-se a Quaresma - tempo litúrgico católico de preparação para a festa da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo. É nesse tempo que a Igreja Católica promoverá mais uma Campanha da Fraternidade. A Campanha da Fraternidade 2012 traz para o debate a realidade da saúde no Brasil, para contribuir na qualificação e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em vista da melhoria da qualidade devida da população, dos serviços e do acesso a eles. Além de dar uma ideia de como o sistema de saúde funciona, a campanha quer trabalhar no sentido de que as pessoas assumam a sua própria saúde. VER - A realidade vivenciada na área da saúde e compreender a origem e os desafios para a superação dos problemas apresentados. "Saúde não é só bem-estar físico, mas trabalho, casa, convivência serena com os outros. Um trabalho que me ajuda a sobreviver, e isso o povo não tem. Não tem assistência no ...

Espaço de construção de alternativas e compartilhamento de experiências

Cidade onde nasceu os Fóruns Sociais Mundiais (FSMs) — que há mais de dez anos representa um espaço de articulação da sociedade civil global — Porto Alegre sediará um evento similar embora sem a mesma relevância, chamado Fórum Social Temático. De 24 a 29 de janeiro, representantes de governos, movimentos sociais, organizações internacionais e ativistas se reúnem nas cidades de Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo para o Fórum Social Temático 2012 - FST 2012. O FST 2012 se insere no processo do Fórum Social Mundial, iniciado aqui em 2001, e pretende ser um espaço de convergência para propostas de um mundo mais justo e solidário. O tema do encontro é “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”. As discussões vão se dar em torno de atividades inscritas pelos próprios participantes e num conjunto de reuniões preparatórias para a “Cúpula dos Povos”, um encontro autônomo na Rio+20, em junho, paralelo à reunião dos chefes de Estado na Rio – 20. Significa ...

DESEJOS PARA 2012

Que em 2012 tenhamos todos: Muita Saúde para perseverar na luta, Muita Esperança para alcançar os sonhos, Muita Luz para escolher os caminhos, Muita Serenidade para tomar atitudes, Muita Humildade para reconhecer equívocos, Muita Sabedoria para entender o mundo, Muita Solidariedade para ajudar a quem precisa... Muito Equilíbrio ao tomar decisões, Muito Respeito pelas diferenças, Muito Discernimento para valorizar o que realmente importa, Muito Carinho para preservar a vida, Muito Desprendimento para ensinar e aprender, Muito Cuidado com a natureza E muito, mas muito Senso de coletividade, de União pelo bem comum, de Amor ao próximo! Senhor, faze de nós instrumentos de tua PAZ!!!

UNIVERSIDADE PÚBLICA: Eficiência e Retorno Social

Há quem defenda a cobrança de mensalidades no ensino superior público e até mesmo a sua privatização completa. Na USP e em outras universidades públicas, há uma enorme quantidade de alunos com baixíssimo poder aquisitivo, a maioria deles em cursos como Filosofia, História, Ciências Contábeis e outras com menos "prestígio". O problema não é a desigualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior público, mas as deficiências no ensino fundamental e médio nas escolas públicas. Estudos promovidos por diversas entidades mostram ser possível aumentar os investimentos em educação, a fim de solucionar esses problemas, aumentar as vagas nas universidades públicas e sem prejudicar a qualidade no ensino. Veja a seguir a prova de que as nossas universidades públicas são muito mais eficientes e dão um retorno social muito maior às comunidades que a rodeiam do que as faculdades privadas. O mito do custo do ensino superior Muitas das decisões sobre políticas educacionais ...

NÓIS PEGA O PEIXE!!!

Livro ensina norma culta sem ridicularizar língua falada Autores e especialistas em linguagem falam sobre a polêmica do livro didático " Por uma vida melhor " e esclarecem: livro não ensina o português errado “Nós pega os peixe”. Essa foi a frase que causou frisson entre jornalistas, linguistas e interessados em português. Retirada do capítulo 1 do livro “Por uma vida melhor”, da Coleção “Viver, Aprender”, a frase é uma dentre outras que pretende mostrar ao aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a quem o livro é destinado, como as práticas linguísticas podem ser diferentes dependendo da situação do falante. No entanto, pinçada de seu contexto, ela foi reiteradas vezes apresentada como sendo um estímulo ao uso “incorreto” da língua. O próprio uso do termo incorreto já estaria aqui induzindo a uma determinada compreensão do tema, que neste caso são as variações linguísticas, “pois não se trata de falar errado ou certo, mas de usar a forma apropriada ou inapropr...