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Festas juninas e a ECOLOGIA

Marcelo Barros Quem acompanha os costumes das várias regiões do Brasil sabe que estes festejos estão ligados a danças tradicionais do meio rural Em todo o Brasil, junho é marcado pelas festas juninas. Quem acompanha os costumes das várias regiões do Brasil sabe que estes festejos estão ligados a danças tradicionais do meio rural, quando as pessoas viviam uma relação mais forte com a terra. As comidas típicas deste tempo são sinais disso. No Nordeste, o milho é elemento fundamental das festas de junho. No frio do sul, o pinhão cozido e a bebida do quentão fazem parte da alegria. Tanto as danças, como as comidas são símbolos dos antigos cultos à Mãe Terra. Até o nome do mês de junho é uma homenagem a Juno, deusa-mãe dos antigos romanos, responsável pela fertilidade da terra e pela fecundidade feminina. Nos tempos posteriores, esses ritos da fertilidade assumiram vestes cristãs. O povo dedicou estas festas a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro, cujas festas a Igrej...

FESTAS JUNINAS: entenda por que JUNHO é mês de muita diversão

Junho é o mês das festas populares que ganhou inspiração religiosa: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). São festas que não deixam morrer costumes e tradições do passado: danças, músicas, trajes e comidas típicas. Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que ped...

AUXÍLIO-RECLUSÃO: A VERDADE, não contada pelas correntes da internet

Essa informação pode não ser muito útil para quase a totalidade dos meus leitores. Mas resolvi publicar, pois há muitas MENTIRAS em relação ao AUXÍLIO-RECLUSÃO (erradamente chamado de "bolsa-bandido" ou coisa parecida). Essas distorções são provocadas pela má-fé de alguns, pela falta de conhecimento de outros, e ainda pela má interpretação da legislação. De antemão, essas são as principais informações a respeito do assunto: Esse auxílio é pago aos DEPENDENTES LEGAIS (familiares) do preso DE BAIXA RENDA que era contribuinte da Previdência (INSS) antes da prisão. O preso não recebe qualquer benefício. Embora existam, aproximadamente,  550.000 detentos  no Brasil, foram pagos apenas 40.519 benefícios de auxílio-reclusão aos familiares de presos (7% dos casos). Ou seja, é um auxílio que está longe de atingir 100% dos casos, e nunca irá atingir por envolver várias exigências para que esse auxílio seja concedido. O valor de R$ 971,78 (de acordo com portaria vigente) ...

SEPÉ TIARAJU, heroi nacional: Um índio que o povo canonizou

  Passaram-se pouco mais de 250 anos do martírio de Sepé Tiaraju, um cacique guarani que, no século XVIII, liderou o povo indígena na defesa das suas terras ancestrais e na luta de resistência contra Portugal e Espanha. Há alguns anos, constatei que, fora do Rio Grande do Sul, poucas pessoas conhecem a saga deste índio que deu a sua vida pelo povo. Mesmo intelectuais e professores de História me confessaram nunca ter ouvido falar de Sepé Tiaraju. Até hoje, ainda aprendemos a história do nosso país, contada a partir do ponto de vista de quem venceu. Na realidade atual do Brasil, lavradores sem-terra, grupos indígenas e movimentos populares celebram a memória de Sepé Tiaraju e querem que sua figura e mensagem se tornem conhecidas no Brasil. Sentem a necessidade de retomar, hoje, a mesma mística pela qual Sepé Tiaraju deu a vida e que, hoje, mobiliza toda a América Latina, a partir do conceito largo de “revolução bolivariana”, um processo de transformação não violento e baseado...

LITURGIA - Brincando diante de Deus

Eliomar Ribeiro, sj Um escritor italiano, Romano Guardini, disse que a Liturgia "são os filhos e as filhas de Deus a brincar diante do Pai". Celebrar como brincadeira de criança... já imaginou... lembra um pouco nossas festas populares, com muita música e conversa, luzes e cores, comida e bebida, abraços e beijos, algazarra e silêncio, presente e gratuidade. Confesso que quando li esta definição eu pensei logo dos meus tempos de criança, na roça, quando brincava com meus irmãos e primos de bola, de pique de esconder, de andar a cavalo num pedaço de madeira. Era a maior felicidade. Todas as tardes, após a brincadeira tomávamos banho e íamos comer a comida gostosa preparada pela mamãe. Um ritual comum, que sempre nos deixava plenamente felizes. Quando a gente pensa nas nossas Celebrações, a maioria delas não revela algo assim. É tudo tão sério, tão endurecido, tão estático, tão sem vida. No mês de julho, assessorando um grupo temático do Mutirão Brasileiro ...

COPA 2014: Polêmicas do acarajé e do nome do craque "Mané Garrincha"

Depois do acarajé, a Fifa proíbe Mané Garrincha no Brasil O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, pensa com a cabeça do colonialista e fala a linguagem dos antigos becos de Paris, da época em que o Châtelet-Les Halles não fora ainda desratizado.   No ano passado, na sequência dos destemperos verbais do seu secretário-geral, a Fifa anunciou a proibição da venda de acarajé no Estádio da Fonte Nova. Decerto quer obrigar o povo baiano a ingerir as fast-porcarias que acompanham suas venenosas bebidas. A possível proibição do Acarajé, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial da Bahia, gerou grande descontentamento na população baiana, acarretando em protestos especialmente das vendedoras dos quitutes, conhecidas como “Baianas do Acarajé”, de membros do Ministério Público do Estado e de lideranças de movimentos sociais e culturais do Estado, como do Movimento Negro, em razão da origem do alimento, consider...

Palavras de Gandhi, líder da resistência pacífica

"OLHO POR OLHO E ACABEREMOS TODOS CEGOS". Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio. A Não-violência não depende do número; depende do grau de firmeza. Se um único homem chegar à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões. O caminho da paz é o caminho da verdade. Na verdade, a mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode permanecer violento por muito tempo. Ele vai perceber, no curso de sua busca, que não tem necessidade de ser violento. Vai também descobrir que enquanto houver nele o menor vestígio de violência não conseguirá encontrar a verdade que está procurando. A força gerada pela não violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem. A Não-Violência é a força mais potente do mundo. A não violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um  elemento de medo, se não mesmo de covardia. A ...