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FRATERNIDADE E JUVENTUDE: há caminhos a serem abertos

Os jovens representam um quarto da população do país. Hoje são mais de 50 milhões. Nunca foram tantos. Apesar de importantes conquistas em relação à garantia dos direitos juvenis, eles ainda compõem um dos grupos mais desprotegidos do Brasil: são os mais afetados pelo desemprego, pela violência, pela falta das políticas culturais, de saúde, moradia e outras.

Quase dois milhões de jovens não cursam o ensino médio e dos que têm entre 18 e 24 anos, quando poderiam estar na universidade, cerca de 70% não estuda. Em 2010, 27 mil jovens foram mortos no Brasil e 60% da população carcerária brasileira tem entre 18 e 29 anos de idade. Em dez anos, o índice de jovens desempregados aumentou, passando para 20% entre as mulheres e 9% entre homens com idades entre 15 e 24 anos. Esses e outros números indicam o quanto é preciso avançar nas políticas públicas para a juventude.

Colocar este tema em evidência, mobilizar a sociedade e criar espaços para a participação dos jovens são alguns dos passos fundamentais para reverter esse quadro. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende fazer isso com a 50ª edição da Campanha da Fraternidade (CF), que tem a juventude como tema central.

A CF pretende chamar a atenção da sociedade sobre a vida dos jovens, convidando-a para refletir sobre a sua realidade e, sobretudo, a se solidarizar com eles, promovendo espaços, projetos e políticas públicas que possam ajudá-los a organizarem a própria vida a partir de escolhas fundamentais. "Dentro do sentido da palavra 'acolher' está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido", destaca o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro.

Fonte: Revista Viração, ed. 93 (Copie sem moderação! Basta dar o crédito para a Vira!)

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