sábado, 27 de fevereiro de 2010

Poesia de Fernando Pessoa


Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.

E que é inútil querer apressar o passo do outro,
a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ECUMENISMO: O que É e o que NÃO É...

Para começo de conversa...


Chamamos de ecumenismo a busca da unidade entre as Igrejas cristãs. Quando estão envolvidas outras religiões o processo de entendimento mútuo se chama diálogo interreligioso. Cristãos de diferentes Igrejas são praticantes da mesma religião. Têm uma base comum. Pertencem à mesma grande família de fé.

O ecumenismo que queremos NÃO É:

- mistura de tudo num novo cristianismo;
- disfarce para uma Igreja dominar a outra;
- algo que afaste a pessoa da sua própria Igreja;
- fazer todos concordarem em tudo;
- fingir que as diferenças não existem;
- desvalorizar as normas de cada Igreja;
- deixar de lado o espírito crítico diante de qualquer grupo cristão.

Então o que É ECUMENISMO?

- diálogo que reconhece e respeita a diversidade;
- valorização de tudo que já une as Igrejas;
- trabalho conjunto na construção de um mundo melhor;
- criação de laços de afeto fraterno entre as Igrejas;
- oração em comum a partir da fé básica;
- busca sincera de caminhos para curar as feridas da separação;
- valorização leal de tudo de bom que as diferentes denominações cristãs realizam;
- um aprendizado mútuo de boas maneiras de servir ao evangelho.
Fonte: Sítio do CONIC

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A gramática no cordel

Janduhi Dantas Nóbrega é paraibano de Patos. Agente cultural — autor de teatro popular, poeta cordelista e declamador —, participou ativamente dos movimentos sociais e populares registrados em Patos nos anos 80 e 90. Professor de Português, foi monitor de redação do Curso e Colégio Objetivo de Brasília (DF). Leciona, atualmente, em colégios e cursinhos pré-vestibulares em Patos, Princesa Isabel, Pombal e Sousa.

A idéia de fazer um livro ensinando gramática através de versos surgiu da dificuldade de seu casal de filhos aprenderem a matéria pelo sistema tradicional. Vejam alguns exemplos.

 Previlégio ou Privilégio?

É com E ou é com I?
Preste atenção no recado:
Quem pronuncia ou escreve
Previlégio está errado,
Quem grafa ou diz privilégio
É um privilegiado

Maisena, com s

Maizena escrita com z
É a da marca afamada,
A maisena da gramática
É a com s grafada:
S depois de ditongo,
Diz a regra, camarada!

Porque de todo jeito

O emprego dos porquês
Há quem ache complicado.
Há porque de todo jeito:
Porque junto, separado,
Com acento, sem acento,
Há porque pra todo agrado!

Porque junto e sem acento
Será uma conjunção
Explicativa ou causal,
De um pois tendo a função:
"Mateus está de castigo
Porque não fez a lição".

"Por que não telefonou?"
(Veja como está grafado):
Na frase interrogativa,
Sem acento e separado
"Por que não disse a Maria?",
"Por que não deu o recado?"

Por pelo qual e flexões
Por que também é usado
(Sendo a preposição por
Ao pronome que ligado):
"Sei que é grande o sofrimento
Por que você tem passado".

Quando for substantivo,
Porquê junto, acentuado;
Vindo depois de artigo
E por motivo empregado:
"Ele não disse o porquê
De à aula ter faltado".

Por quê — em final de frase
Interrogativa ou não.
E o que é acentuado
Se no fim da oração:
"Lumária te disse o quê?"
(Entenda, preste atenção!).

Colocar acento em coco
É um erro bem danado!
Principalmente no fim
Se o acento é colocado
Pois ninguém está maluco
de beber cocô gelado.

Essas são algumas regras presentes na gramática, expostas de uma forma criativa por Janduhi Dantas. Baseados numa ideia de que há maneira certa ou errada de falar o português, muitas pessoas têm preconceitos contra aqueles que, na sua opinião, falam errado o português. Geralmente, o caipira, o nordestino e o pobre são vistos como aquelas que falariam "errado" o português. Sobre isto - o preconceito linguístico -, o linguista chamado Marcos Bagno escreve artigos interessantes na revista Caros Amigos, na coluna "Falar Brasileiro". Quem ainda não lê a revista, vale a pena conferir... Futuramente, devo postar algo a respeito disso aqui em meu blogue.

Bom feriado!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ECONOMIA A SERVIÇO DA VIDA - Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010

  
No próximo dia 17 (Quarta-feira de Cinzas), inicia-se mais uma Campanha da Fraternidade (CF). Normalmente organizada pela Igreja Católica através da CNBB, a cada 5 anos (desde 2000) outras igrejas cristãs também organizam e participam deste trabalho tão importante.

O tema da Campanha da Fraternidade 2010 é "Fraternidade e Economia" e o lema é "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mateus 6, 24). Sob a responsabilidade do CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs.

O objetivo geral da Campanha é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Portanto a Campanha da Fraternidade 2010 quer unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo a paz. A Campanha vai nos ajudar a reconhecer nossa omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Hoje precisamos combinar eficiência econômica, justiça social e prudência ecológica, percebendo a relação e a importância do meio ambiente nas atividades de desenvolvimento econômico, social e cultural.

O Texto-Base da Campanha insiste que a economia existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade, não a pessoa para a economia. O lema da Campanha, a afirmação de Jesus registrada no Evangelho de Mateus: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mateus 6,24) nos propõe uma escolha entre os valores do plano de Deus e a rendição diante do dinheiro, visto como valor absoluto dirigindo a vida (Texto-base, p.47).

O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos nem o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos. O dinheiro "deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade". Toda a vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos. A medida fundamental para qualquer economia é um sistema que deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. O capitalismo selvagem trabalho no sentido oposto. Não se importa com a destruição da natureza ou com o fato de que está tornando sistêmica a miséria de milhões de famílias.

Para ler esta notícia na íntegra, visite a página: http://www.adital.com.br/SITE/noticia.asp?lang=PT&cod=42929
CFE 2010 - Organização:
  

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sobre a amizade


A amizade esvazia o sofrimento, porque a simples lembrança do amigo é alívio.
A amizade ameniza as tarefas difíceis, porque a gente não as realiza sozinho. São dois cérebros e quatro braços agindo.
A amizade diminui a distância: embora longe, o amigo é alguém perto de nós.
A amizade enseja confidências redentoras: problema partilhando, percalço amaciado; felicidade repartida, ventura acrescida.
A amizade coloca música e poesia na banalidade do cotidiano.
A amizade é a doce canção da vida e a poesia da eternidade.
O amigo é a outra metade da gente. O lado claro e melhor.
Sempre que encontramos um amigo, encontramos um pouco mais de nós mesmos.
O amigo revela, desvenda, conforta. É uma porta sempre aberta, em qualquer situação.
O amigo na hora certa é o sol ao meio dia, estrela na escuridão.
O amigo é a bússola e rota no oceano, porto seguro da tripulação.
O amigo é o milagre do calor humano que DEUS opera num coração.

José Ivaldo de Amorim
Cumaru – PE