segunda-feira, 26 de abril de 2010

Reunida em comunhão, Igreja realizará o 16º CEN

Capital Federal sedia encontro durante comemoração de 50 anos de fundação da cidade

 

 
A Igreja reunida, sinal de comunhão,
É memória, mistério de amor!

 

 
Em 2010, Brasília estará em festa. Não só pelos 50 anos de fundação da cidade, como também pelo Jubileu da Arquidiocese de Brasília e pela realização de mais um grande evento eucarístico na capital federal. O XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN) será realizado de 13 a 16 de maio e terá como tema Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários e por lema Fica conosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).
 
Mais informações:

quarta-feira, 21 de abril de 2010

FESTA DO CINQUENTENÁRIO DE BRASÍLIA

No especial do Último Segundo sobre Brasília, veja os dados e as curiosidades sobre a capital federal do nosso país, que neste 21 de abril está completando 50 anos de sua fundação. Nessa reportagem há histórias sobre alguns dos principais símbolos de Brasília:

  • A "Catedral do ateu";

  • A xícara e o pires do Congresso;

  • A foice e o martelo de JK.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O velho e a jabuticabeira


Um velho estava cuidando de uma planta com todo o carinho. Um jovem aproximou-se e perguntou:
- Que planta é esta que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira, respondeu o velho.
- E ela demora quanto tempo para dar frutos?
- Pelo menos uns quinze anos, informou o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou, irônico, o rapaz.
- Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião.

- Então, que vantagem o senhor leva com isso, meu velho?
- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você...
“Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo.”

domingo, 4 de abril de 2010

PÁSCOA: ALEGRIA, VIDA, RESSURREIÇÃO!!!

Reina, alegria!
Frei Luiz Turra

 Por que dentro de mim reina alegria?
Por que a natureza canta ao meu redor?
Por quê?

 No coração reina alegria,
Pois Jesus Cristo ressuscitou!
Em cada rosto vejo um amigo
E o mundo inteiro se renovou.

Hoje compreendo o que é a vida:
É uma aventura maravilhosa
Porque Jesus revelou
O que é o AMOR.

São de esperanças nossos projetos
Que nos animam a prosseguir;
Embora existam passos incertos,
Um MUNDO NOVO IRÁ SURGIR.

 Lutas de vida, tempos difíceis,
Trazem consigo transformação
Porque o Senhor confirmou:
RESSURREIÇÃO!

O que comemorar na Páscoa?

Milhões de cristãos do mundo inteiro celebram a festa da Páscoa do Senhor, a festa de Jesus Cristo Ressuscitado. Mas que consequências práticas terão para a humanidade e mesmo para a vida das pessoas o fato de crer que Jesus ressuscitou e nos comunica a sua vida nova? Para a irmã Dorothy Stang, dar a vida pela preservação da Amazônia e por seus pobres indefesos. Para Dom Oscar Romero, arcebispo de São Salvador, significou aceitar o risco da morte, procurando ser fiel na defesa da vida dos pobres, como Jesus fez. Até que ponto se pode apresentar tal perspectiva como boa notícia?

Celebrar a Páscoa é teimar na convicção de que, pela energia da ressurreição de Jesus, o amor semeado no coração humano é capaz de fazer brotar um mundo novo, uma Igreja mais humana e aberta à humanidade, assim como nós mesmos recebemos a força de renascer interiormente. Os profetas da Bíblia tinham prometido que Deus daria a ressurreição a todo o povo. Libertaria Israel da escravidão e o poria de pé em meio às nações (Cf. Ez 37). A ressurreição supõe insurreição. Quem crê na ressurreição não se conforma em ser escravo ou viver dependente. A Páscoa é profecia do universo transfigurado. Há quase dois mil anos, as comunidades cristãs praticam essa teimosia e expressam isso mais fortemente, cada vez que celebram a festa da Páscoa. O próprio termo hebraico “Páscoa” significa “salto, dança, ou passagem”, uma espécie de carnaval da teimosia e da esperança. No norte do mundo, é primavera e as plantas renascem. No sertão do nordeste, é a “volta da asa branca”, que o sofredor da seca sempre espera. Luiz Gonzaga cantava: “quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação...”. Um antigo cântico litúrgico reza: “O Cristo ressuscitou, o sertão se abriu em flor, da pedra, água surgiu. Era noite, o sol raiou, aleluia!”.

Celebrar a Páscoa não vai mudar mecanicamente a situação social, política, ou econômica do mundo. Não eliminará doenças físicas ou dores do coração. A Páscoa não é uma coisa que ocorre por milagre, magicamente. É profecia, grito de liberdade e vitória para dar força a quem continua na luta. Hoje, a medicina reconhece o riso como método terapêutico. As pessoas descobrem que resiliência significa a capacidade de sair mais forte de algo que poderia nos ter destruído. Dizia alguém: “O que não me mata, fortalece”. Esta verdade é sinalizada nos símbolos do Evangelho. Jesus ressuscitado revela-se com o corpo ferido e chagas nas mãos, nos pés e no peito, mas vivo. Seus discípulos se alegram em vê-lo e lembram sua palavra: “Filhinhos, no mundo, sempre tereis aflições. Coragem: eu venci o mundo” (Jo 16, 33).

No mundo atual, os poderes da morte continuam agindo. O desamor organiza uma sociedade cruel e sem compaixão, escrava do dinheiro e do poder. Mas no coração de muita gente, teimosamente, ressoam os gritos de Páscoa. No meio das mais áridas paisagens, resistem as flores. Mesmo a mais asquerosa lagarta é chamada a uma mudança radical. Rompe o casulo, ganha asas para voar e transforma-se em uma linda borboleta. É símbolo da vocação do ser humano para esse caminho pascal.

Quem celebra a Páscoa sabe que democracia não pode ser dada por presidentes e poderosos. É conquista da sociedade civil organizada. Vale a pena descobrir que a paz, a solidariedade e a própria transformação do mundo, em grande parte, depende de cada pessoa que se dispõe a participar dessa festa da ressurreição que é a movimentação civil por um mundo novo possível.