domingo, 29 de novembro de 2009

VINGANÇA DO ESTAGIÁRIO

Um homem viaja num balão de ar quente, quando descobre que está totalmente perdido. Apavorado, ele diminui a velocidade e a altitude do balão e avista um rapaz andando calmamente pelo campo. Ele grita para o outro:
- Hei, você! Pode me dizer onde estou?
O rapaz responde:
- Você está num balão a uns dez metros de altura do solo.
Constrangido com a resposta, o homem retruca, de cima do balão:
- Você com certeza é estagiário, não é?
- Sou sim, como o senhor sabe?
- É que a informação que você me deu é tecnicamente perfeita, só que não serve pra absolutamente nada.
- Bom, e o senhor... é gerente, não é?
- Sou sim, como você adivinhou?!
- Foi moleza! O senhor não sabe onde está, nem muito menos pra onde vai. Está perdido, ferrado e a primeira coisa que faz é botar a culpa num estagiário!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Gente é pra brilhar!!!

Ao prestar atenção na música "Gente", interpretada pelo Caetano Veloso (feita em 1977 e transcrita parcialmente a seguir), pensei no sentido que a nossa vida tem (ou deveria ter). Não fomos criados para sobreviver apenas.

Como a própria música diz: "Nascemos pra brilhar", temos uma missão a cumprir. Primeiramente, somos chamados para a VIDA: não qualquer vida, mas a VIDA PLENA, onde todos possam viver felizes. Tenhamos a consciência que a infelicidade do meu irmão em qualquer parte reflete, de alguma forma, em nossa vida quotidiana de forma negativa (violência, injustiças, etc.). E que, diante desse quadro de infelicidade que nos cerca, somos chamados a transformar o mundo, conforme nossas capacidades. Indepentemente do que saibamos fazer, juntos somos capazes de tornar realidade o nosso sonho pela PAZ! Juntos somos capazes de fazer com que a VIDA possa vencer afinal!...


Gente
Caetano Veloso


Gente quer comer, gente que ser feliz.
Gente quer respirar ar pelo nariz.
Não, meu nego, não traia nunca essa força não,
Essa força que mora em seu coração.
Gente lavando roupa, amassando pão,
Gente pobre arrancando a vida com a mão.
No coração da mata, gente quer prosseguir,
Quer durar, quer crescer, gente quer luzir.
(...)
Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

COMO PODE "NASCER" UMA NOTÍCIA

Veja através desse simples e bem-humorado exemplo como a grande imprensa pode distorcer as notícias.

Dois menininhos estavam saindo do Morumbi quando um deles foi atacado por um Rottweiler feroz. O outro menino imediatamente pegou um pedaço de pau e deu na cabeça do cachorro, fazendo com que o cão caísse morto e o amiguinho ficasse apenas com alguns arranhões.
Ao ver a cena, um repórter que passava correu para ser o primeiro a cobrir a fantástica história. Pensou em voz alta:
"Já estou até vendo a manchete: ‘Jovem são-paulino salva amigo de animal feroz’."
"Mas, eu não sou são paulino" - disse o menino.
"Me desculpe, apenas presumi que fosse, já que estamos na saída do Morumbi... Então, vou escrever: ‘Bravo pequeno palmeirense evita tragédia com amigo’."
"Mas, eu também não sou palmeirense" - disse novamente o menino.
"Ok, então: ‘Pequenino santista vira herói’."
"Não sou santista, moço."
"Mas afinal, pra que time você torce?"
"Sou corinthiano."
E o repórter escreve em seu caderninho:
"Delinqüente corinthiano assassina brutalmente adorável animal doméstico."

domingo, 22 de novembro de 2009

Levante sua voz! - VEJA VÍDEO

Será que existe, em nosso país, a tão falada "liberdade de expressão"? Com uma ironia leve e bem humorada, este vídeo é bem didático para mostrar que apenas 11 famílias controlam tudo o que é transmitido através do rádio e da televisão. Dessa forma, torna-se fácil para todos entenderem como uma concessão PÚBLICA (ou seja, DE TODOS) é explorada pelas grandes redes de comunicação para interesses de poucos.
A Constituição Federal afirma que é garantido para todas as pessoas a liberdade de expressão. Só que essa liberdade não é exercida nos meios de comunicação de massa (rádio e televisão, principalmente).
Clique no título desta postagem ou veja no final desta página o vídeo sobre direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social retrata a concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

O vídeo foi produzido com o apoio da Lei de Incentivo ao "Te Vira".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

20 de novembro - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Muita gente questiona se devemos mesmo comemorar o Dia da Consciência Negra ou se ele deve ser mesmo feriado... Mas não procura saber o porquê dessa data, ou não questiona outros feriados, como o da Inconfidência Mineira (feriado nacional de 21 de abril), em memória ao martírio de Tiradentes – que, assim como Zumbi, foi morto pelo mesmo ideal, a LIBERDADE!

O feriado de 20 de novembro lembra a morte de Zumbi dos Palmares - no ano de 1695. Zumbi foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no Brasil. Segundo cronologia publicada no site da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600. Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares, em Alagoas. Ali, devido às condições de difícil acesso, puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas.

O Dia da Consciência Negra é uma data para a reflexão de todos nós brasileiros. Durante o período da escravidão, os negros sofreram inúmeras injustiças. E ás custas do seu sofrimento nas senzalas, nos campos e nas cidades, foi erguido tudo o que havia no Brasil daquela época. Os negros resistiram de diversas formas, nas muitas revoltas, fugas e com a formação de quilombos em várias partes do país. Assim, surgiu o Quilombo dos Palmares e o seu sonho de liberdade, que teve como principal líder Zumbi.

Veio a Abolição em 1888, o Brasil mudou e hoje é uma das maiores economias do mundo. No entanto, os negros continuaram em situação de desigualdade, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades. Sua luta, inspirada em Zumbi e em outros heróis negros que tombaram ao longo do caminho, precisava continuar.

Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e seu corpo foi exibido em praça pública para semear o medo entre os escravos e impedir novas revoltas e fugas. Mas o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era preciso lutar contra a escravidão e as desigualdades, como Zumbi ousou fazer. A memória deste herói nacional, no Dia da Consciência Negra, nos compromete com a construção de uma sociedade na qual todos tenham não apenas a igualdade formal dos direitos, mas a igualdade real das oportunidades.

Mártires pela liberdade

ZUMBI E TIRADENTES

Temos dois heróis no Brasil: Zumbi dos Palmares e Tiradentes.

Ambos representam os mesmos valores, os mesmos desejos, o mesmo sacrifício fundamental. São heróis não porque tenham vencido batalhas - ambos foram derrotados e punidos com a morte.

Ambos saem do mais profundo do povo brasileiro, até mesmo na vulgaridade absoluta de seus nomes. Ambos têm uma biografia sem importância no cômputo geral da História.

Mais do que seres de carne e osso, são símbolos de uma nacionalidade que se está formando e por cujos valores tiveram sacrificada a vida.

O que há de positivo nestes valores é que deve interessar-nos: o desejo absoluto de liberdade ao preço da própria vida - esta é a lição de Zumbi e do Tiradentes.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Você pode... E deve ser feliz!!!

O direito e o dever de ser feliz


Marcelo Barros, monge beneditino

Ser feliz é não somente o direito, mas um dever de todo ser humano. A tradição cristã fala de um santo asceta que, ao morrer, soube que, antes de ir ao céu, deveria se purificar no purgatório. Mas, pensava ele, purificar-se de que? Por que não ia direto ao céu? Conforme a lenda, São Pedro lhe respondeu: "Por que, em sua vida, você não fez o esforço suficiente para ser feliz".

Em uma sociedade de consumo, ser feliz está ligado a ter dinheiro, a comprar os objetos propostos pela publicidade e gozar as benesses que a sociedade reserva à minoria privilegiada. Para as diversas tradições espirituais da humanidade, o Shallom bíblico, paz e salvação, assim como o Axé das religiões afro-descendentes, a felicidade é a alegria da pessoa se sentir em sintonia com as outras e em comunhão com todo o universo. Amar e se saber amado/a é o dom divino presenteado a todo ser humano e que pode ser fonte íntima desta alegria.

Fonte: Adital

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pra descontrair...

EMPREGO

O cara envia um currículo para uma empresa. Pedia R$ 15 mil reais de salário, mais um carro, um apartamento e 10 salários extras por ano. Uma semana depois foi chamado pela empresa.
O entrevistador lhe disse:
- Estudamos seu currículo e vamos lhe dar R$ 20 mil reais de salário, um apartamento de 4 quartos, um carro 0km e, não 10, mas 18 salários extras durante o ano.
Abismado, o candidato falou:
- Você está brincando..!!!!???
- Sim, estou. Mas foi você quem começou!!!

Disse tudo...

"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano;
mas, sem ele, o oceano seria menor."
(Madre Teresa de Calcutá)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Por amor à vida!


É por amor!


Sim, é por amor à vida que cantamos
e tantas vezes choramos também.

É por amor à vida que estamos lutando
e vamos andando lentamente para buscar a luz
e a liberdade das manhãs de sol!

É por amor!
Sim, é por amor à vida, evidentemente,
que encaramos de frente essa imensa dor
que se nos impõe nesse reinado amargo do ódio presente!

É por amor à vida
que estamos nas ruas, nas praças, nas estradas
e gritamos palavras de ordem de uma nova ordem!

Sim, é por amor
É por amor à vida que marchamos nas madrugadas de lua nova
levando nos braços a fúria das tempestades
prontos a resgatar a terra que nos tomaram.
Vamos replantar as flores e as sementes
Que há séculos estão em cio!

É por amor!
Sim, é por amor à vida que profundamente doloridos recolhemos em nossos braços os que foram brutalmente feridos e quando já não podemos devolver-lhes a respiração nós comungamos de seu sangue e os fazemos ressuscitar em milhares de vidas e sorrisos!


É por amor!
Sim, é por amor à vida
que escrevemos nas pedras os poemas da esperança rebelde
que pichamos nos muros e nas portas
as frases corajosas de um futuro novo
que dançamos nas festas de sábado
no batuque do carnaval de um povo livre!

É por amor que nos abraçamos
Que nos beijamos na esquina
e já não tememos andar de braços dados
seguindo a bandeira da paz e da ternura conseqüente!

É por amor!
Sim, é por amor à vida
que desesperadamente amamos!

Zé Vicente

Lições jurídicas para "us manu"

Lições propedêuticas de Direito


Princípio da boa-fé, ou lealdade processual - "se vier na crocodilagem, vai levá pipoco".
Princípio da ampla defesa - "aí mano, aqui tem pra trocá".
Princípio da oralidade - "abre a boca aí maluco".
Princípio do duplo grau de jurisdição - "vai pensando que tá bão".
Princípio da iniciativa das partes - "faz a sua que eu faço a minha".
Princípio da inércia jurisdicional - "na boa brother, num posso fazer nada".
Princípio da isonomia - "aqui é todo mundo na humildade".
Princípio da insignificância - "grande bosta".
Princípio pacta sunt servanda - "quem tem cu pequeno num faz contrato com pica grande".
Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado - "nóis é nóis, e o resto é bosta".
Princípio da fungibilidade - "só tem tu, vai tu mesmo" (parte da doutrina e da jurisprudência entende como sendo "quem não tem cão caça com gato").
Princípio da publicidade - "põe na banca aí, maluco". (doutrina minoritária, "sem muquiá a parada").
Princípio da moralidade - "aí, mano, sem patifaria".
Princípio da indisponibilidade - "ah! Agora já era".
Princípio da formalidade dos atos processuais - "aí, vai reto senão zoa o bagulho".
Princípio da economia processual - "tem que ser ligeiro". (ou "não embaça doido").
Princípio da motivação das decisões judiciais - "vai falando que eu tô ouvindo".
Trânsito em julgado das decisões - "vai chorar na cama que é lugar quente", ou "já elvis".
Litigância de má-fé - "o mal do urubu é pensar que o boi ta morto".
Princípio da legalidade - "não adianta caçar assunto".
Sucumbência - "a casa caiu !!!"
Legítima defesa - "folgou, levou".
Legitima defesa de terceiro - "folgou com o mano leva na oreia".
Legítima defesa putativa - "foi mal".
Oposição - "sai quicando que o barato é meu".
Nomeação à autoria - "vou cagoetar todo mundo".
Chamamento ao processo - "o maluco ali também deve".
Assistência - "então brother, é nóis."
Direito de apelar em liberdade - "fui!" (parte da doutrina entende como "só se for agora").
Princípio do Juiz Natural - "vô chamar minha mãe".
Princípio da pás de nullité sans grief - "cê faz a parada errada e qué paga de gatinho?"
Ilegitimidade de parte - "dá linha na pipa, mano".
Representação na ação penal pública condicionada - "adianta o lado aí."
Princípio contraditório - "agora é eu".
Princípio da ação - "vamo, vamo,vamo."
Princípio da persuasão racional do juiz - "eu to ligado".
Revelia, preclusão, perempção, prescrição e decadência - "camarão que dorme a onda leva".
Honorários advocatícios - "cada um com os seus problemas".
Assistência judiciária - "o pouco com Deus é muito, o muito sem Deus é nada".
Co-autoria, e litisconsórcio passivo - "o que importa é estar junto" ou "é nóis na fita, mano" ou passarinho que voa junto com morcego acorda de ponta cabeça".
Autotutela - "vô da uma só, só pra ficar esperto".
Reconvenção - "cê é louco, mano. A culpa é sua".
Ônus da prova - "palavra de homem num faz curva".
Inversão do ônus da prova - "é tudo contigo mesmo, mermão..." ou "vai que é tua Taffarel".
Comoriência - "um pipoco pra dois" ou "dois coelhos com uma paulada só".
Jurisdição contenciosa - "é muita treta", ou ainda "o barato é louco".
Falta de ética - "essas coisas enfraquecem a amizade".
Sucessão - "o que é seu ta guardado".
Crimes contra a Honra - "forgô um caminhão", ou ainda, "ta tirando a favela?".
Dignidade da pessoa humana - "nóis é pobre mais é limpinho".
Coação ao curso do processo - "o cara tocou o foda-se", ou ainda "o cara ta pilotando todo mundo".
Preparo - "então..., deixa uma merrequinha aí."
Deserção - "deixa quieto".
Recurso adesivo - "eu vou no vácuo".
Sigilo profissional - "na miúda, só entre a gente".
Crime tentado - "ah, nem deu. Deixa pra próxima".
Estelionato - "malandro é malandro, e mané é mané".
Falso testemunho - "fala sério...".
Inimputabilidade - "o cara é treze".
Obediência hierárquica - eu não tenho nada a ver, o tiozinho que mandou fazer essa parada aqui, ó".
Contradita - "o cara é café com leite".
Reincidência - "porra meu, de novo?".
Revisão criminal - "num falei que não fui eu?".
Investigação de paternidade - "toma que o filho é teu".
Execução de alimentos - "quem não chora não mama".
Processo de conhecimento - "vamo ver essa parada certinho".
Nunciação de obra nova - "cê tá zuando meu barato aqui, doido".
Res nullius - "achado não é roubado".
De cujus - "presunto".
Posse mansa e pacífica - "na bola de meia".
Esbulho - "cheguei chegando e tá tomado".
Despejo coercitivo - "sai fincado".
Condução coercitiva - "não tem pinote".
Usucapião - "ta dominado, ta tudo dominado".
Embriaguez voluntária - "não agüenta bebe leite".
Interdito proibitório - "nem vem que não tem".
Ato libidinoso - "quem tem dó do cu toma sopa".
Felação - "cuspo ou engulo?".
Morosidade da justiça - "o barato é louco, mas o processo é lento".

Enquanto houver sol


Alvorada nos arredores de Goiânia




Enquanto houver sol
(Titãs)


Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida.
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá.
Enquanto houver sol, enquanto houver sol.

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho.
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol.


Numa sociedade conturbada por problemas (fome, analfabetismo, violência urbana e outros) esta é uma música que concorda com o que vivemos, tentando nos mostrar que a esperança é algo eterno dentro de nossos corações e que, apesar de nossos problemas, vivendo em comunidade nunca devemos abandonar a nossa caminhada, nunca devemos parar frente a nossos desafios.

A vida é feita de problemas e dificuldades, de desilusões e conflitos, mas também existe amor e caridade, existe fé e fraternidade que são algo maior que levam a nossa vida em direção a algo bom.

Não há dificuldade que não possa ser superada e nem barreira que não possa ser rompida quando realmente acreditamos no que buscamos, quando não desistimos até realizarmos nossos sonhos. Esta música nos leva à reflexão de que poderemos passar por cima das dificuldades que a vida nos impõe enquanto a esperança existir em nossos corações e mantivermos o sol brilhando e se tivermos Deus como nosso companheiro para todos os momentos (bons ou ruins) de nossa vida.


Fonte: Jornal Mundo Jovem

Ilustração: Denilson Lopes. 1)Alvorecer no cerrado goianiense: foto tirada por mim, nas proximidades da capital goiana, no dia 20 de setembro de 2003; nesse momento eu estava dentro do ônibus, numa caravana de militantes da Grande São Paulo, a fim de participar do 3º Encontro Nacional de Fé e Política. 2)Alvorecer no Araguaia: colhido na Internet.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

É PRECISO SABER VIVER!

A gente precisa de pouco para viver


Dentro do sistema do capital, mais conhecido como capitalismo, nós não temos saída. A lógica do capital é se expandir, expandir, buscando acumular... acumular... ampliar para todas as dimensões da vida o lucro. O lucro para todo o lado. Isto não tem sentido, porque os recursos naturais têm que ser tratados com carinho, a terra, a água. A água não é mercadoria, as florestas não são mercadoria. O capital quer destruir tudo em função do lucro e explorar também ao máximo o trabalho. A gente vê que cada vez mais os trabalhadores estão ganhando menos, o nível de exploração, todas as conquistas trabalhistas estão sendo destruídas. A gente vê que dentro deste sistema não há solução.


A gente tem que construir um outro sistema, um outro sistema econômico, que garanta que a sociedade tenha o domínio sobre as riquezas, e não as riquezas sobre a sociedade. Afinal de contas, as riquezas estão aí produzidas, não só as ambientais, naturais, mas também as riquezas tecnológicas que a inteligência humana construiu.


Foram trabalhadores e trabalhadoras deste mundo que construíram e o capital se apropriou delas. Nós, os trabalhadores, construímos isto tudo. Então, nós temos que pensar num outro sistema de funcionamento da economia que garanta a sustentação material da vida: a moradia, saúde, educação, comida, roupa, transporte, o mínimo necessário para viver com tranqüilidade. Dentro deste sistema de capitalismo, isto não é possível.


Aí que entra a economia solidária, a sócio-economia solidária. Ela se situa nesse campo das questões alternativas. Nós não somos, não queremos ser um lixo de mercado dentro do capital. Nós queremos destruir a lógica do capital e construir uma sociedade controlando as riquezas, os destinos das suas próprias necessidades, porque essa coisa de que as necessidades são ilimitadas e os recursos são escassos é só papo furado.

As necessidades abstratas do ser humano são ilimitadas: a necessidade de amar, da beleza, do prazer, da alegria. Mas a necessidade material é limitada. A gente precisa de pouco para viver. A gente confunde muito as coisas. Não é a natureza humana que quer assim; as coisas são construídas culturalmente.


Penso que o campo é esse. A gente tem que pensar e construir uma outra forma de fazer economia e a economia solidária está situada neste campo. Isto é novo e é motivo de esperança.


Fonte: Jornal Mundo Jovem (http://www.mundojovem.com.br/)

Quem é, afinal, HOMEM DE COR?