terça-feira, 15 de janeiro de 2013

MAZZAROPI, além do riso


2012 já passou, mas as homenagens ao centenário de nascimento de Mazzaropi continuam.

No dia 5 de janeiro de 2013, o SESC Ipiranga inaugurou a exposição “Por trás das câmeras”. Nesta exposição é possível encontrar alguns objetos que evocam a memória da sua produtora PAM Filmes, telas com depoimentos sobre sua vida e carreira, fotos e uma reconstrução afetiva do Universo e imaginário do seu caipira e dos seus 32 filmes.

Com parceria do Museu Mazzaropi, o projeto “Mazzaropi, Além do Riso”, terá uma programação paralela de filmes, debates e shows musicais durante o período em que a exposição estará em cartaz.

Esta mostra busca ressaltar a figura de Mazzaropi como diretor, produtor e distribuidor ligado ao cinema popular, trazendo um pouco da memória artística e os seus impactos, em diferentes instâncias, na contemporaneidade. Uma programação especial de atividades, composta por ambientações que recriam alguns de seus sets de filmagens, exibições de filmes, apresentações de violeiros, intervenções literárias, contações de histórias, bate-papos e cardápio temático, convida o público a adentrar no ambiente da prosa caipira, tão bem retratada em sua filmografia.

Confira programação nesta página do SESC Ipiranga.

Saiba mais sobre Mazzaropi:
 





Amácio Mazzaropi nasceu em 9 de abril de 1912 em São Paulo. Ainda criança, foi morar em Taubaté e desde pequeno revelava um talento para as artes cênicas. Encenava monólogos na escola o tempo todo e quando conheceu uma trupe circense descobriu o que queria na vida. Os pais foram contra, mas com tamanha insistência do filho cederam. Ambos ingressaram na trupe, a mãe como atriz e o pai cuidando da administração.

Do circo, Mazzaropi foi para o teatro, para o rádio, para a tv e depois chegou ao cinema. Tornou-se um astro nacionalmente conhecido e fez 32 filmes ao longo de três décadas. Com a PAM Filmes, uma produtora independente criada por ele mesmo, mostrou que poderia fazer cinema de qualidade, atrair o público, sem financiamentos ou patrocínios.

Mazzaropi morreu em 1981, sem deixar herdeiros. A PAM Filmes e todo o acervo foram leiloados e os recursos divididos entre os parceiros e amigos contemplados no testamento.

Muito criticado por fazer cinema para o povo, Mazzaropi morreu sem ter o reconhecimento da crítica e previu que após a sua morte iriam homenageá-lo e  organizar mostras a respeito dos filmes.


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